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Educação promove podcast ‘Educar para Proteger’ para debater violência sexual contra crianças e adolescentes

Gestores e educadores de todo o Acre puderam acompanhar na tarde desta terça-feira, 9, o podcast ‘Educar para Proteger’, promovido pela Secreta...

10/06/2026 às 08h06
Por: Redação Fonte: Secom Acre
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Foto: Reprodução/Secom Acre
Foto: Reprodução/Secom Acre

Gestores e educadores de todo o Acre puderam acompanhar na tarde desta terça-feira, 9, o podcast ‘Educar para Proteger’, promovido pela Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), com o objetivo de debater com agentes da educação a violência sexual contra crianças e adolescentes e conscientizar sobre o tema.

A ação, realizada por meio do Departamento de Formação e Assistência Educacional (Defae) e da Divisão de Educação em Direitos Humanos e Diversidade (DIEDHD), é importante, pois orienta e conduz os agentes de educação para a proteção integral das crianças e adolescentes, entendendo o que é e como identificar a violência.

Assessora pedagógica da SEE, Soraya do Nascimento Alves, conta que em 2025, no Acre, de acordo com a Polícia Civil, foram registrados 1.379 casos de crimes contra crianças e adolescentes. Foto: cedida
Assessora pedagógica da SEE, Soraya do Nascimento Alves, conta que em 2025, no Acre, de acordo com a Polícia Civil, foram registrados 1.379 casos de crimes contra crianças e adolescentes. Foto: cedida

Mediadora da conversa, Soraya do Nascimento Alves, assessora pedagógica da SEE e responsável pela pasta de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, diz que orientar educadores e gestores é importante, pois a escola, como um ambiente em que os jovens passam mais tempo, é passível de identificar a violência sofrida.

“É importante entender a escola também como um local de identificação e prevenção da violência, é onde as crianças passam a maior parte de seu tempo e podem ter um local seguro para falar sobre o que acontece”, pontuou.

O evento conta com a participação dos educadores Alcione Groff, professora da Universidade Federal do Acre (Ufac) e doutora em Educação pela Universidade Federal do Paraná (UFPR); do professor Igo Barreto, pedagogo e doutor em Educação; e Sirlene Cavalcante, psicóloga e assessora pedagógica da SEE, especialista em Políticas Públicas para Infância e Adolescência.

A professora Alcione Groff explica que abusadores, de acordo com estudos, geralmente são pessoas próximas da criança ou do adolescente.

“Abusadores são pessoas comuns, que percebem as fragilidades e fraquezas de uma criança. Por isso, quando falamos sobre educação sexual, isto é, que o corpo dela é íntimo, e que ninguém pode tocar, já é o suficiente”, disse.

Professora da Ufac, Alcione Groff, explicou que as crianças e adolescentes também precisam entender como a violência sexual ocorre, para que seja prevenida e combatida. Foto: cedida
Professora da Ufac, Alcione Groff, explicou que as crianças e adolescentes também precisam entender como a violência sexual ocorre, para que seja prevenida e combatida. Foto: cedida

“Uma criança com essas informações já alardeia quando um estranho quer tocá-la, sabe que é errado. Temos dados claros de que os abusadores dessas crianças e adolescentes são pessoas que estão próximas e que deveriam protegê-las”, complementou Groff.

O pedagogo Igo Barreto, explica que o debate da violência sexual contra esse grupo é importante, pois permite identificar situações.

“Discutir esse tema é mais do que necessário. Precisamos usar todos os espaços e meios para combater esse tipo de violência, e falar aqui, no meio digital, sobre esse assunto pode conscientizar e alertar mais pessoas para criar um ambiente de acolhimento e de amparo para crianças, uma rede de proteção”, afirmou.

Igo Barreto explica que a escola deve espaço de ensino e de convivência democrática, modelo de relação social pautado no diálogo e respeito à diversidade. Foto: cedida
Igo Barreto explica que a escola deve espaço de ensino e de convivência democrática, modelo de relação social pautado no diálogo e respeito à diversidade. Foto: cedida

Psicóloga e assessora pedagógica da SEE, Sirlene Cavalcante explica que crianças e adolescentes devem ter um ambiente acolhedor e agregador dentro da escola.

“Crianças e adolescentes não conseguem falar sobre a violência que sofreram dentro de casa, onde, uma parte dos casos, foram vítimas desses abusos, então a escola surge como um ambiente seguro para falar de questões que acontecem no ambiente familiar”, declarou.

Psicóloga Sirlene Cavalcante explicou que a escola deve ser um ambiente de acolhimento. Foto: cedida
Psicóloga Sirlene Cavalcante explicou que a escola deve ser um ambiente de acolhimento. Foto: cedida

Os gestores conversaram, ainda, sobre as formas de acolher os relatos espontâneos, principalmente com crianças, e como dar prosseguimento a esses relatos nos canais de denúncia.

O marco legal que orientou as discussões está a Lei da Escuta Qualificada, Lei n° 13.431/2017, que estabelece a garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência.

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