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Ambição pessoal ou estratégia partidária? Crise no MDB expõe disputa de rumos para 2026
O MDB acreano vive um momento decisivo às vésperas das eleições de 2026.
19/06/2026 19h59
Por: Redação Fonte: Folha do Jurua

O MDB acreano vive um momento decisivo às vésperas das eleições de 2026. Enquanto parte da militância e de suas lideranças enxergam na aliança com o governo da governadora Mailza Assis uma oportunidade de fortalecimento político e eleitoral, os recentes movimentos do grupo liderado por Vagner Sales e Jéssica Sales têm provocado questionamentos dentro da própria legenda.

 

Nos bastidores, cresce a avaliação de que o impasse não estaria sendo provocado pelo MDB enquanto partido, mas sim por um projeto político ligado à família Sales. Integrantes da legenda ouvidos reservadamente afirmam que o governo estadual teria cumprido os compromissos assumidos durante as articulações para a formação da aliança, abrindo espaços políticos e contribuindo para a construção de uma chapa considerada competitiva para deputados estaduais e federais.

 

Para muitos emedebistas, a conjuntura atual representa uma das melhores oportunidades dos últimos anos para que o MDB volte a ocupar protagonismo na política acreana. Após um período de perda de espaço eleitoral, a legenda conseguiu reunir nomes com potencial de disputa e passou a ser vista novamente como uma força relevante no cenário estadual.

 

No entanto, segundo avaliações internas, o foco de algumas lideranças estaria mais voltado à manutenção da influência política da família Sales do que ao fortalecimento coletivo da sigla. A leitura feita por membros do partido é que essa postura pode acabar gerando uma crise interna capaz de comprometer justamente o crescimento que o MDB tenta reconstruir.

 

Uma fonte ligada ao partido e que pretende disputar uma vaga na Assembleia Legislativa revelou à reportagem que a ex-deputada Jéssica Sales teria mantido conversas com o senador e pré-candidato ao governo Alan Rick sobre uma possível composição para as eleições de 2026. Segundo esse relato, a proposta envolveria a saída do MDB da base de apoio da governadora Mailza Assis para aderir ao projeto político de Alan Rick, tendo Jéssica como candidata a vice-governadora.

 

Ainda de acordo com a fonte, as condições apresentadas não teriam sido aceitas pelo senador, que teria descartado a possibilidade de composição com Jéssica Sales na vaga de vice. A informação, entretanto, não foi confirmada oficialmente pelos envolvidos.

 

O episódio evidencia uma disputa que vai além da escolha de um palanque eleitoral. O que está em jogo é a definição sobre qual caminho o MDB pretende seguir em 2026: manter a estratégia construída junto ao governo estadual ou apostar em uma nova composição liderada por interesses de grupos específicos dentro da legenda.

 

Nos próximos meses, a capacidade do partido de administrar essas divergências poderá ser determinante para definir se o MDB retomará o protagonismo político no Acre ou se ficará refém de uma disputa interna que ameaça dividir suas próprias bases.