O motorista envolvido no atropelamento que resultou na morte de um idoso de 68 anos, em Cruzeiro do Sul, compareceu espontaneamente à Delegacia de Polícia Civil e deverá responder por homicídio culposo na direção de veículo automotor. A informação foi confirmada pelo delegado responsável pelas investigações.
O acidente aconteceu na manhã de segunda-feira (2) e gerou grande repercussão nas redes sociais após a circulação de vídeos que registraram o momento da ocorrência. Inicialmente, surgiram informações de que o condutor teria deixado o local sem prestar assistência à vítima.
No entanto, segundo a Polícia Civil, as investigações e a análise das imagens obtidas demonstraram uma situação diferente. Conforme relatado pelo delegado, antes mesmo de ser localizado pelos investigadores, o motorista se apresentou voluntariamente na delegacia acompanhado por seu advogado para prestar esclarecimentos.
Durante a apuração dos fatos, foi constatado que o condutor permaneceu no local após o atropelamento, acionou os serviços de emergência e prestou auxílio ao idoso até a chegada da equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Ainda de acordo com a investigação, o motorista utilizou cones para sinalizar a área e adotou medidas para garantir a segurança da vítima enquanto aguardava o atendimento médico. O idoso recebeu os primeiros socorros no local e foi encaminhado ao Hospital Regional do Juruá, mas não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois.
Em depoimento, o motorista afirmou que estava com sono no momento do acidente e que acabou perdendo o controle do veículo, atingindo o pedestre. Ele negou ter consumido bebida alcoólica antes de dirigir. O teste do bafômetro realizado logo após a ocorrência apresentou resultado negativo. O mesmo procedimento foi realizado na proprietária do automóvel, mãe do condutor, também sem constatação de ingestão de álcool.
O delegado explicou que a legislação de trânsito prevê que o motorista que presta socorro imediato à vítima e colabora com as autoridades não pode ser preso em flagrante nessas circunstâncias, desde que não haja outros fatores agravantes.
A Polícia Civil instaurou inquérito para esclarecer todas as circunstâncias do acidente. Neste momento, a investigação aponta para o enquadramento do caso como homicídio culposo no trânsito, quando não existe a intenção de provocar a morte da vítima.