Saúde Rodrigues Alves
Em meio ao avanço da malária, servidores denunciam demissões em massa na Endemias de Rodrigues Alves
Servidores que atuavam no combate à malária em Rodrigues Alves denunciaram uma série de demissões que, segundo eles, ocorreu justamente em um dos períodos mais críticos da doença no município.
08/08/2026 09h10
Por: Redação Fonte: Redação

Servidores que atuavam no combate à malária em Rodrigues Alves denunciaram uma série de demissões que, segundo eles, ocorreu justamente em um dos períodos mais críticos da doença no município. De acordo com a denúncia, a gestão do prefeito Salatiel Magalhães, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, comandada por Paula Paixão, desligou parte significativa dos profissionais responsáveis pelo enfrentamento da malária.

 

Segundo os denunciantes, o quadro da Vigilância em Endemias contava com 32 agentes de endemias, mas, após as demissões, restaram apenas 15 profissionais para atender todo o município. Além disso, os oito agentes comunitários de saúde que atuavam na equipe também teriam sido dispensados.

 

Os servidores afirmam que a comunicação das demissões ocorreu por meio de um grupo de WhatsApp que reunia a secretária de Saúde, Paula Paixão, o gerente Demetrios e os trabalhadores. Conforme o relato, foi o próprio gerente quem publicou a lista com os nomes dos funcionários desligados.

 

Ainda de acordo com a denúncia, muitos agentes estavam em atividade nos ramais de Rodrigues Alves quando receberam a notícia da demissão. Eles realizavam visitas domiciliares, coleta de lâminas para exames de malária e distribuição de medicamentos aos pacientes. Diante da informação, relatam que precisaram interromper imediatamente o trabalho, deixando para trás coletas e tratamentos que estavam em andamento.

 

Os denunciantes classificam a situação como preocupante e afirmam que diversos ramais do município registram aumento expressivo nos casos de malária. Para eles, a redução da equipe compromete diretamente as ações de prevenção, monitoramento, diagnóstico e tratamento da doença, podendo agravar ainda mais o cenário epidemiológico.

 

Com apenas 15 agentes permanecendo em atividade, os profissionais que continuaram no serviço estariam sobrecarregados diante da demanda existente em todo o território do município.

 

Outro ponto levantado pelos denunciantes é que, entre os agentes que permaneceram na equipe, estariam um vereador e um supervisor apontado como apoiador político do prefeito. A informação reforça, segundo os servidores, a necessidade de que os critérios utilizados para as demissões sejam esclarecidos publicamente pela administração municipal.

 

Diante da gravidade das denúncias, cresce a expectativa para que a Prefeitura de Rodrigues Alves e a Secretaria Municipal de Saúde apresentem explicações sobre os motivos das demissões em um momento de aumento dos casos de malária, bem como esclareçam quais medidas serão adotadas para garantir que a população não seja prejudicada pela redução da força de trabalho responsável pelo combate à doença.

 

O site Folha do Juruá deixa espaço aberto para que a Prefeitura de Rodrigues Alves e a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre as denúncias e apresentem sua versão dos fatos.