Polícia Acre
Polícia Federal investiga possível esquema de venda irregular de medicamentos no Acre com possível ligação ao Juruá
A Polícia Federal investiga um suposto esquema de comercialização irregular de medicamentos de uso controlado semelhantes ao Mounjaro no Acre.
10/07/2026 11h24
Por: Redação Fonte: Jurua online

A Polícia Federal investiga um suposto esquema de comercialização irregular de medicamentos de uso controlado semelhantes ao Mounjaro no Acre. As apurações tiveram início após a apreensão de uma carga transportada em um voo com destino a Rio Branco e apontam que parte dos produtos poderia abastecer municípios do interior do estado, entre eles Cruzeiro do Sul.

A investigação começou após uma fiscalização realizada no dia 9 de janeiro, quando agentes federais interceptaram dez volumes despachados em uma aeronave que desembarcou na capital acreana. Durante a ação, foram apreendidas quatro caixas de grande porte, seis malas de viagem, aparelhos celulares, equipamentos eletrônicos e substâncias compatíveis com medicamentos utilizados no tratamento do diabetes tipo 2 e no controle da obesidade.

Segundo a Polícia Federal, a principal linha de investigação busca esclarecer se os medicamentos estavam sendo comercializados sem cumprir as exigências sanitárias e fiscais previstas na legislação brasileira. Há suspeitas de que os produtos tenham ingressado no país por vias irregulares, sem documentação que comprove a origem, a importação legal ou a autorização dos órgãos competentes.

Os investigadores também trabalham com a hipótese de que exista uma estrutura organizada responsável pela aquisição dos medicamentos, transporte e distribuição para diferentes municípios acreanos. A possível participação de pessoas envolvidas na revenda dos produtos ainda está sendo apurada.

Além dos medicamentos, os policiais analisam aparelhos celulares, documentos e equipamentos eletrônicos apreendidos durante a operação. O material passará por perícia para auxiliar na identificação dos envolvidos, bem como no rastreamento da rota utilizada para a entrada e circulação das mercadorias no estado.

Outro ponto que preocupa as autoridades é o risco à saúde da população. Medicamentos dessa natureza exigem controle rigoroso de armazenamento, transporte e conservação, além de autorização sanitária para comercialização. Quando vendidos fora dos canais oficiais, não há garantia de autenticidade, qualidade ou eficácia, o que pode colocar em risco a segurança dos consumidores.

A Polícia Federal reforçou que o inquérito permanece em andamento e que ainda não há conclusões definitivas sobre a responsabilidade dos investigados. As diligências continuam para identificar fornecedores, destinatários e toda a cadeia de distribuição dos produtos.

Caso as irregularidades sejam confirmadas ao término das investigações, os envolvidos poderão responder por crimes relacionados ao descaminho, comércio irregular de medicamentos e outros delitos que eventualmente sejam identificados ao longo da apuração.